Ciência

Achados os ovos de dinossauro mais antigos de sempre

Um conjunto de ninhos de dinoussauro, com vários ovos e até alguns embriões, foi encontrado na África do Sul por um grupo de palentólogos canadianos.
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Um conjunto de ninhos de dinoussauro, com vários ovos e até alguns embriões, foi encontrado na África do Sul por um grupo de palentólogos canadianos. Estes fósseis têm pelo menos 190 milhões de anos, antecedendo em cerca de 100 milhões de anos os anteriores ovos de dinossauros encontrados.

Os fósseis pertencem ao dinossauro ‘Prossaurópode Massospondylus’, que terá existido no início do período jurássico e é considerado próximo da família do herbívoro Saurópode, o gigante de pescoço comprido.

A descoberta resultou das escavações no Golden Gate Highlands National Park na África do Sul. Ao todo foram encontrados cerca de 10 ninhos em várias áreas do local, em que cada um continha mais de uma dúzia de ovos. Os fósseis foram encontrados em rochas sedimentares de épocas diferentes.

Em declarações ao Boas Notícias, via email, o paleontólogo Robert Reisz, da Universidade de Toronto Mississauga, Canadá, um dos coordenadores da investigação, explicou que esta descoberta “traz muita informação nova sobre a vida e o comportamento reprodutivo desta espécie de dinossauro”.

“O facto de os ovos existirem em diferentes níveis da rocha, indica que esta espécie regressou ao local repetidamente, ao longo de muitos anos. Por outro lado, o facto de existirem ninhos no mesmo nível de rocha, também indica que mães diferentes usavam o local para pôr os ovos na mesma altura”, pelo que o espaço funcionava como uma espécie de berçário.

Pegadas de pequenos dinossauros

Além dos ovos, foram encontradas no local pegadas de dinossauros pequenos, o que poderá indicar que os filhotes permaneciam no local até atingirem pelo menos o dobro do tamanho.

O paleontólogo acrescentou que os ovos podem já ser vistos pelo público, no Royal Ontario Museum de Toronto, até ao mês de Maio. Já os ovos com embriões estão expostos no museu da Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, África do sul.

Robert Reisz acrescentou ainda que as escavações no local vão continuar, já que a equipa acredita existirem mais fósseis em diferentes sedimentos da rocha. David Evans, paleontólogo do Royal Museum do Ontário, também está a coordenar a descoberta.

Os resultados da descoberta foram publicados em Dezembro na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Clique AQUI para consultar o artigo.

[Notícia sugerida por Vítor Fernandes]

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