Emprego e Poupança

ABC da Poupança: 11 dicas para poupar na habitação

Este mês foi-me proposto que falasse sobre como poupar em no Crédito Habitação. Porque este tema é uma rubrica do meu livro venho partilhar 10 dicas sobre aquele que é, quase sempre, o maior crédito em termos de valor contratado e de prestação.
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[Por Ana Bravo, especialista em Economia Doméstica]

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Este mês foi-me proposto que falasse sobre como poupar em no Crédito Habitação.

Porque este tema é uma rubrica do meu livro venho partilhar um pequeno excerto do que podem encontrar no “ABC da Poupança” sobre aquele que é, quase sempre, o maior crédito em termos de valor contratado e de prestação.

Este é o crédito com maior extensão em termos de prazo de pagamento e para algumas pessoas é bem provável que em vida não cheguem a ter o crédito pago. 


DICAS para poupar no empréstimo da casa:
 
 -Informe-se o melhor possível das condições oferecidas pelas várias entidades. A melhor forma de o fazer é entregar esse trabalho a uma empresa de consultoria idónea, honestidade a toda a prova, com muito bons profissionais, eles fazem esse trabalho de pesquisa e é o banco que lhes paga o trabalho de mediação do crédito. (Por exemplo esta: Flexi Solutions)
 
-Sempre que possa faça amortizações. Aproveite as alturas dos subsídios para o fazer. Imagine o bom que é a possibilidade de redução de prazo e os juros do crédito.
 
-Escolha uma Euribor (2) com menor prazo a fim de conseguir também o seu menor valor. Sendo a revisão mais frequente por o prazo ser menor, também qualquer descida ou subida reflecte-se mais rapidamente.

-Junte dinheiro para dar de entrada no crédito da casa ou do carro. Não só diminui o valor total do crédito a pedir, como pode beneficiar de um juro melhor. Lembre-se que os bancos emprestam normalmente 80% do valor de avaliação da casa. Para outros créditos junte o dinheiro para a compra em vez de pedir crédito.

-Se possível espere por uma altura mais conveniente para a compra de casa. Por exemplo: baixa no valor das casas ou melhores condições de crédito por parte dos bancos.

-Pedir crédito com valor residual (3) permite pagar uma prestação mais baixa pois canalizam-se entre 10 a 30% do valor total do crédito para pagar de uma só vez no final do contrato. Isto pode ser uma boa opção caso saiba que vai ter como amortizar ou vender o bem antes do final do contrato estabelecido, caso contrário esta hipótese pode sair-lhe mais cara.

-Carência de capital (4) O prazo de carência de capital está englobado no prazo total do empréstimo e normalmente varia entre 1 a 5 anos. No entanto, se for possí vel é preferível não utilizar esta modalidade, pois durante o período de carência não amortiza capital e por isso não constitui património.

-Tenha presente que o spread não é tudo. Normalmente os bancos que oferecem um spread mais baixo são também os que depois obrigam à subscrição de mais produtos do banco tais como cartões de crédito, PPR’s, seguros, etc. Na maioria das vezes apenas o spread é mais baixo, feitas as contas no geral acaba por ser a solução mais cara. 

-Esteja preparado para as comissões iniciais de estudo ou abertura de dossier e avaliação do imóvel. Estas despesas ainda têm um valor relevante.

-Compare os valores cobrados no que toca aos custos com a escritura que também é onde as instituições aproveitam para cobrar valores significativos.
 
-Se possível, opte por crédito com prazos mais curtos. É nos prazos mais longos que os bancos conseguem maior rentabilidade. Eles ganham mas você não. 
 
(1)Spread- Representa um valor percentual que os bancos aplicam a uma taxa de referência e que se pode considerar como a sua margem de lucro quando emprestam dinheiro.

(2)Euribor- Taxa encontrada com base na média dos juros cobrados pelos bancos da zona Euro nas transacções de dinheiro entre si. É o indexante mais comum no crédito em Portugal. 

(3)Valor Residual – consiste em deixar uma parte do capital do crédito, normalmente entre 10% e 30%, para o fim do prazo. É a solução para quem pretende beneficiar de uma prestação mais baixa ao longo do empréstimo. Atenção que isto pode significar pagar mais em juros e amortizar menos capital em cada prestação o que implica ficar mais vulnerável às variações das taxas de juro. 

(4)Carência de capital – é o período de vida de um empréstimo durante o qual só se pagam juros e não se amortiza capital. Geralmente esta opção é adoptada nos primeiros anos do crédito, para que seja possível reduzir o valor da prestação ao banco, visto que ao pagar apenas os juros, como é evidente o valor da prestação mensal baixa.
 

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[Ana Bravo é consultora de crédito bancário e sócia-gerente da RP Formação. Para saber mais sobre os serviços, cursos e workshops desta empresa de consultoria e educação financeira clique aqui]

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