Saúde

A um passo da cura para a constipação

Numa descoberta inédita que pode beneficiar milhões de pessoas no mundo, cientistas do laboratório de Biologia Molecular do Medical Research Council (MRC), em Cambridge, conseguiram pela primeira vez saber como o sistema imunitário combate o vírus qu
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Numa descoberta inédita que pode beneficiar milhões de pessoas no mundo, cientistas do laboratório de Biologia Molecular do Medical Research Council (MRC), em Cambridge, conseguiram pela primeira vez saber como o sistema imunitário combate o vírus que provoca as constipações.

Anteriormente, os cientistas pensavam que os anticorpos lutavam para reduzir a infeção atacando os vírus fora das células e bloqueando-lhe a entrada. A nova pesquisa mostra que os anticorpos ficam acoplados aos vírus quando estes tentam entrar também nas células saudáveis, conforme adianta Leo James, um dos investigadores.

“Embora ainda seja cedo, e ainda não sabermos se todos os vírus estão abrangidos por este mecanismo, estamos excitados com a nossa descoberta que pode levar a desenvolver diversos novos medicamentos anti-virais contra este vírus” para o qual existem apenas muitos antibióticos, explica James.

Uma vez no interior da célula, esses mesmos anticorpos provocam uma resposta, “conduzida” por uma proteína chamada TRIM21, que “arrasta o vírus para um sistema de eliminação utilizado pela célula para se livrar de material não desejado.

O processo acontece rapidamente, geralmente antes de a maioria dos vírus ter tido hipótese de danificar a célula. Os cientistas do MRC descobriram também que se os níveis da proteína TRIM21 nas células forem aumentados, este processo torna-se mais eficaz, o que sugere novos modos de fazer melhores drogas anti-virais.

“Os anticorpos são temíveis máquinas de guerra; sabemos agora que podem continuar a atacar os vírus já no interior das células”, disse o vice-director do laboratório do biologia Molecular do MRC, Sir Greg Winter citado pela RTP Online.

 “Esta pesquisa não só representa um salto na nossa compreensão sobre como e onde os anticorpos funcionam, mas também, e de uma forma mais geral, na nossa compreensão sobre a imunidade e a infecção” acrescentou.

[Notícia sugerida pelo utilizador José Freire e Raquel Baêta]

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